Associação ambientalista pretende promover a redução do automóvel particular
Associação ambientalista pretende promover a redução do automóvel particularPAULO SPRANGER / Global Imagens

Tendências negativas do setor automóvel europeu mantém-se em 2026, aponta Morningstar DBRS

O setor lida com a concorrência chinesa nos elétricos, as tarifas do EUA e a fraca procura, ao mesmo tempo que procura reduzir custos.
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O ano de 2026 deverá ser desafiante para os fabricantes de automóveis europeus com a persistência das tendências negativas de 2025, com a concorrência chinesa, as tarifas dos EUA e fraca procura, segundo a Morningstar DBRS.

A agência de ‘rating’ prevê que as condições acima mencionadas “prejudiquem ainda mais a rentabilidade e as vendas da maioria dos fabricantes de automóveis europeus”, que ainda não recuperaram para números anteriores à pandemia Covid-19.

“As atuais condições macroeconómicas não permitirão que os volumes de vendas de automóveis regressem aos níveis anteriores num futuro próximo”, lê-se no documento.

Nos últimos três anos, as vendas de automóveis novos na Europa mantiveram-se próximas dos 13 milhões de unidades, “muito longe dos 16 milhões de unidades vendidas em 2019”.

A Morningstar DBRS estimam também que a fraca procura por veículos europeus e as tarifas impostas pelos EUA prejudiquem ainda mais os fabricantes dos quais “mais de um terço da produção total” se destina a exportação.

“O mercado interno europeu, por si só, não será suficiente para compensar as perdas de receitas e rentabilidade”, adverte.

Relativamente aos veículos elétricos, a agência de ‘rating’ afirma que os fabricantes de automóveis chineses estão a ganhar quota de mercado na Europa, em linha com a penetração dos veículos elétricos.

“As marcas chinesas (juntamente com a Tesla) dominam o segmento dos veículos elétricos a bateria, representando dois terços das vendas totais de veículos elétricos e híbridos ‘plug-in’, lê-se no documento.

“A BYD, a MG e a Chery estão entre as empresas mais reconhecidas e, embora ainda representem apenas 6% da quota de mercado total, as suas vendas estão a crescer a taxas de dois dígitos todos os anos na Europa”, denota.

Em matéria de componentes, a Morningstar DBRS afirma que, em média, os fabricantes de equipamentos originais (OEM) europeus com exposição aos EUA viram um impacto de 100 a 200 pontos base nas suas margens EBIT (lucro antes de juros e impostos), como resultado da redução das margens de exportação para os EUA.

“Prevemos que os fabricantes europeus de equipamentos originais (OEM) registem um crescimento de vendas estável ou moderadamente negativo em 2026, especialmente devido aos resultados fracos fora da Europa, juntamente com novas deteriorações nas margens em comparação com 2025, que já foi um ano muito fraco para o setor”, lê-se no documento.

A Morningstar DBRS crê que o ano de 2026 será importante para o setor, “uma vez que vários novos modelos automóveis com características altamente melhoradas estarão disponíveis, especialmente no espaço dos veículos elétricos, e as amplas iniciativas internas de eficiência de custos das empresas poderão dar frutos”.

No entanto, “levará tempo para que estes desenvolvimentos positivos se reflitam no desempenho financeiro”, sendo que não espera que os resultados positivos aconteçam antes de 2027.

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