Michael O'Leary, CEO da Ryanair
Michael O'Leary, CEO da RyanairMANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Ryanair elimina 2,1 milhões de lugares de passageiros a partir da Bélgica em 2026 e 2027

A redução incidirá sobre a frequência dos voos, não sobre o número de destinos.
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A Ryanair decidiu eliminar 1,1 milhões de lugares de passageiros a partir da Bélgica em 2026 e mais um milhão em 2027, anunciou esta quarta-feira, 14, o seu presidente, Michael O'Leary, numa conferência de imprensa, em Bruxelas.

Segundo a imprensa belga, trata-se de uma redução já esperada pela autoridades belgas de mais de 22% de voos em Bruxelas e Charleroi (70 quilómetros a sul da capital belga): cinco aviões baseados em Charleroi e vinte ligações para o seu programa de inverno 2026-2027 a partir da Bélgica.

A redução incidirá sobre a frequência dos voos, não sobre o número de destinos.

Em Zaventem, Bruxelas, a Ryanair opera para o Porto, onde estão baseados os voos desta rota, e em Charleroi estão baseados os aviões das rotas para Lisboa e Faro.

A companhia aérea ‘low cost’ irlandesa já tinha anunciado que pretendia reduzir a sua oferta nos aeroportos de Zaventem e Charleroi, devido às taxas aéreas impostas pela Bélgica.

Segundo o diário francófono Le Soir, a Ryanair, que opera 119 destinos a partir de Charleroi, onde tem 18 aeronaves baseadas, e 11 a partir do aeroporto de Zaventem, Bruxelas, opôs-se à decisão do governo federal de aumentar a taxa sobre os bilhetes de avião e à decisão da cidade de Charleroi de instituir uma taxa municipal de três euros por passageiro neste aeroporto.

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