A NOS Inovação integra o projeto europeu Neuroquad, que visa avaliar a aptidão dos pilotos com inteligência artificial e computação quântica, que terá duração de três anos e um investimento de quase quatro milhões de euros."Somos uma empresa com tecnologia presente no consórcio europeu desse projeto de defesa e um projeto de investigação, de alguma maneira", contando com "parceiros de peso muito mais específicos no domínio que existe de ajuda aos pilotos para monitorização em voo e simuladores", referiu João Ferreira, diretor da NOS Inovação.O Neuroquad tem um investimento de 3,9 milhões de euros, visa uma melhor e mais profunda monitorização neuronal dos pilotos militares, e é liderado pela francesa Multiverse Computing, sendo a NOS a única empresa portuguesa.O consórcio conta ainda com a austríaca G.Tec, a espanhola Oesia Networks, a Universidade Politécnica de Madrid, a belga Zabala Brusses e o Centro de Medicina Aeroespecial da Força Aérea alemã."A NOS é um parceiro que foi também convidado a participar e a trazer uma parte da tecnologia, porque nós temos feito algum trabalho nestas áreas de domínio, portanto na parte mais de neurotecnologias, do ponto de vista de sensores, de voz, de 'eye tracking', portanto de movimentos oculares, de cerebral e portanto temos feito alguma investigação nesta parte", apontou o responsável.O projeto, que é financiado pela Comissão Europeia no âmbito do Fundo Europeu da Defesa, combina neurotecnologia avançada, inteligência artificial (IA) e computação quântica para aumentar a segurança e a eficácia operacional em aeronaves."Vamos ajudar a pôr em prática algumas destas tecnologias, algum destes 'expertise' que nós temos numa área que depois tem sempre aquilo que é chamado na indústria de duplo uso", prosseguiu João Ferreira.Neste caso, "mais de ajuda aos pilotos, portanto em voo e se tiverem algum problema, conseguir que os sistemas também reajam de forma mais rápida e mais adequada", com uma "hiper personalização", mas tal "também pode ser depois aplicado a domínios de outras indústrias, seja indústrias médica, transportes, tráfego aéreo, controlo", referiu o diretor da NOS Inovação.Este projeto resulta de uma "parceria grande" com vários parceiros europeus, ou seja, "uma diversidade de empresas e isso também nos ajuda a ter alguma capacidade de investigação em coisas que são muito novas" como "a parte do quantum [computação quântica], do parte da neurotecnologia e do parte da IA e como é que a IA vai evoluir no futuro", salientou.Trata-se de tecnologias de ponta e isso "ajuda-nos também a crescer e obriga-nos a investigar mais e a utilizar essas tecnologias depois, neste caso em particular para resolver um problema, mas depois para outro", disse.A área da defesa é uma aplicação, mas também tem duplo uso, como é, por exemplo, o caso da IA da Anthropic e o conflito com o Pentágono."A Anthropic e outros", acrescentou o responsável, quando instado a comentar sobre o tema do que "é autonomia estratégica, o que é que estes sistemas podem fazer ou não podem fazer".Acho que "o âmbito e o âmago deste projeto tem muito a ver com o humano também, portanto é o 'human in control' [humano no controlo] e como é que nós conseguimos amplificar as nossas capacidades e a nossa decisão como humano mais do que máquinas a tomarem decisões por si", referiu.Ao longo do projeto, que tem duração de 36 meses, a NOS terá entre três a cinco pessoas envolvidas, dependendo das fases."Tivemos a aprovação do projeto relativamente recente, já tivemos também uma sessão de 'kick-off'", referiu.João Ferreira manifestou-se otimista relativamente ao projeto e espera para ver como vai ser a evolução da computação quântica e IA nos próximos tempos.."Existe o risco de as capacidades tecnológicas se tornarem inconsequentes", alerta diretor de IA da NOS