Galp prevê concluir fusão de ativos com Moeve em meados de 2026

Galp prevê concluir fusão de ativos com Moeve em meados de 2026

Copresidente-executivo da empresa revela que as partes já alcançaram entendimentos preliminares, estando ainda “a ser discutidos pormenores mais aprofundados”.
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A Galp espera concluir em meados de 2026 o acordo final com a Moeve para combinar os negócios de refinação e comercialização na Península Ibérica, processo que ainda depende de negociações finais e de autorizações regulatórias.

“Esperamos chegar a um acordo final em meados de 2026”, afirmou esta segunda-feira, 2, o copresidente-executivo (co-CEO) da empresa, João Diogo Marques da Silva, na apresentação dos resultados de 2025 aos analistas, acrescentando que as partes já alcançaram entendimentos preliminares, estando ainda “a ser discutidos pormenores mais aprofundados”.

Segundo o gestor, o processo ainda não entrou na fase de autorizações regulatórias, que deverão incluir avaliações de concorrência e de investimento estrangeiro.

O acordo em discussão com a antiga Cepsa prevê a criação de duas plataformas empresariais separadas: uma dedicada ao retalho de combustíveis e mobilidade, que reunirá as redes de postos de abastecimento e será co-controlada pela Galp e pela Moeve, e uma plataforma industrial, focada em refinação, petroquímica, ‘trading’ e combustíveis de baixo carbono (como biocombustíveis e hidrogénio).

Nesta plataforma industrial, a Galp terá uma participação minoritária, superior a 20%, enquanto a maioria do capital ficará nas mãos dos acionistas da espanhola Moeve. Entre os ativos potencialmente integrados encontra-se a refinaria de Sines, considerada estratégica para o abastecimento energético nacional.

Durante a conferência telefónica, o co-CEO João Diogo Marques da Silva destacou que os ativos das duas empresas são muito complementares, beneficiando da integração de cadeias logísticas e redes de retalho, e apontou que estudos globais indicam sinergias potenciais de pelo menos 10%.

“Consideramos que os nossos ativos, tanto a Galp como a Moeve, são muito complementares”, afirmou, acrescentando que o objetivo é concretizar sinergias desde o primeiro ano após a conclusão da operação.

A Galp registou um resultado líquido recorde de 1,15 mil milhões de euros em 2025, um aumento de 20% face ao ano anterior.

O desempenho foi impulsionado pela produção de petróleo e gás no Brasil e pela comercialização de gás natural, apesar da descida do petróleo e do dólar e da paragem programada para manutenção da refinaria de Sines.

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