Entre o ritmo acelerado dos carros e as caminhadas dos lisboetas, está a nascer um projeto imobiliário de grande dimensão. O projeto EntreCampos promete juntar três edifícios residenciais, sete de escritórios e mais de meia centena de lojas, no centro de Lisboa.A conclusão está prevista para 2028, quando a valorização deverá atingir 1,3 mil milhões de euros, apontam os responsáveis. Não é, para já, conhecida uma estimativa no que diz respeito ao investimento total.Certo é que, depois de mais de 20 anos ao abandono, o terreno da antiga Feira Popular de Lisboa está a ganhar vida, por meio do projeto imobiliário EntreCampos. Este conta com a contribuição da Câmara Municipal de Lisboa (CML) e parte de um investimento inicial de 273,9 milhões de euros, que foi realizado em dezembro de 2018, para a aquisição dos terrenos em hasta pública..A apresentação global aconteceu esta quarta-feira, 4, diante de empresários do setor imobiliário. À cabeça está a Fidelidade Property SA, que está integrada no Grupo Fidelidade, sendo responsável pelos investimentos imobiliários da seguradora e pela gestão dos ativos imobiliários de diversas empresas.Sete edifícios serão de escritórios, um dos quais (com 40 mil metros quadrados) será ocupado em 70% pela sede da Fidelidade, ao passo que os restantes 30% estão já atribuídos a outra empresa, cujo nome não pode ser revelado por motivos de confidencialidade. Outros dois vão formar a futura sede do Banco de Portugal.Em termos residenciais, o projeto oferece três edifícios (dois deles com 9 andares, o restante com 16 andares) e um total de 249 apartamentos.A esta vertente, soma-se o retalho, que vai estar distribuído por seis edifícios. Deverá contar com, pelo menos, 55 lojas e uma área total de 20 mil metros quadrados. Simultaneamente, vão ser criados dois mil lugares de estacionamento público e privado..Tudo isto vai acontecer entre a Avenida 5 de Outubro e a Avenida da República, junto à Avenida das Forças Armadas. O projeto conta com uma ampla rede de transportes públicos a curta distância - metro e comboio (estações de Entrecampos), assim como várias paragens de autocarros. Acrescem ainda as várias ciclovias que por ali passam.A cargo da CML ficarão os espaços públicos, nomeadamente com áreas verdes.Os futuros edifícios de escritórios e espaços de retalho são da responsabilidade da KPF e da Saraiva Advogados. O projeto será assinado pelos arquitetos Álvaro Siza Vieira, Eduardo Souto de Moura e Ana Costa..Câmara de Lisboa pede reavaliação no abate de jacarandás no projeto imobiliário de Entrecampos .Terrenos de Entrecampos postos à venda por 188 milhões de euros