Concorrência italiana multa eDreams em nove milhões por práticas enganosas

Concorrência italiana multa eDreams em nove milhões por práticas enganosas

Empresa terá usado "técnicas manipuladoras para descrever os supostos benefícios da assinatura 'Prime' e pressionar" consumidores a registarem-se e manterem a assinatura.
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A Autoridade da Concorrência italiana multou esta quarta-feira, 4, a plataforma de viagens ‘online’ eDreams em nove milhões de euros por práticas comerciais desleais, ao pressionar os consumidores a registarem-se e a manterem a subscrição.

“A agência de viagens ‘online’ utilizou estratégias de ‘design’ enganosas e técnicas manipuladoras, conhecidas como padrões obscuros, para descrever os supostos benefícios da assinatura 'Prime' e pressionar os consumidores a registarem-se e manterem a sua assinatura”, explicou o organismo.

Por isso, impôs uma multa de nove milhões de euros às empresas Vacaciones eDreams SL, eDreams International Network SL e eDreams Srl “por duas práticas comerciais desleais distintas que provocam persuasão visual e emocional no ambiente digital, através dos chamados padrões obscuros”, uma interface do utilizador que foi “cuidadosamente concebida para enganar os utilizadores para fazerem coisas que não gostariam de fazer”.

O regulador italiano determinou “que as empresas, ao oferecerem voos e alojamento através dos seus ‘sites’ e aplicações, utilizavam informações enganosas e técnicas de influência indevida, incluindo estratégias de manipulação, para induzir os consumidores a subscreverem o 'Prime', por vezes sem o saberem”.

“Para isso, a eDreams apresentou a sua oferta 'Prime' fornecendo informações ambíguas sobre as características e benefícios da assinatura, aproveitando a pressão do tempo e técnicas de escassez artificial para acelerar a decisão de compra e incentivar os consumidores a assinarem o pacote”, acrescentou.

Além disso, “o valor real dos descontos resultantes da subscrição foi deturpado, e a existência de diferenças de preço com base na rota de chegada à eDreams, ou no estado da adesão 'Prime' do consumidor, foi apresentada de forma pouco transparente”.

Desta forma, explicou a autoridade, “a liberdade de escolha do consumidor também foi comprometida porque a eDreams pré-selecionou a versão mais cara da subscrição, a 'Prime Plus', e porque aos utilizadores que não cumpriam os requisitos para o período de teste gratuito do serviço, após terem sido persuadidos a participar no teste, foi imediatamente cobrado o preço da subscrição anual, sem aviso adequado”.

A autoridade também determinou que as empresas obstruíram o direito de desistência dos consumidores, tanto antes do término do período de teste quanto durante a assinatura 'Prime', mediante estratégias de retenção implementadas através do serviço de atendimento ao cliente.

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