Alibaba desafia restrições dos EUA com o chip de IA mais potente da China
A chinesa Alibaba, anunciou esta terça-feira o lançamento de um novo chip de inteligência artificial, o Zhenwu V900, considerado o mais poderoso da China. Este passo da gigante tecnológica asiática surge como resposta às restrições dos EUA que impulsionam a criação de alternativas domésticas.
O anúncio foi feito por Eddie Wu, presidente executivo da Alibaba, durante a conferência Apsara em Hangzhou. A empresa delineou uma estratégia baseada em três pilares fundamentais: modelos de IA, chips e computação em nuvem.
O Zhenwu V900, criado pela T-Head, a divisão de semicondutores da Alibaba, promete um desempenho três vezes superior ao modelo anterior, o Zhenwu M890.
Este avanço permitirá a criação de ‘clusters’ que suportam até 500 mil placas para treino e inferência de modelos avançados, prevendo-se um aumento significativo na produção anual de chips de IA.
Este movimento é parte de um esforço mais amplo das tecnológicas chinesas para reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros, como a Nvidia, cujos semicondutores estão sujeitos a restrições de exportação pelos EUA. Estas restrições destacam a capacidade computacional como um dos desafios principais para as empresas de IA na China.
Além disso, a Alibaba planeia expandir a capacidade dos seus centros de dados para mais de 20 gigawatts até 2032, respondendo a uma procura por IA que Wu descreveu como "excecionalmente forte". O líder da tecnológica reconheceu que a procura a médio e longo prazo ultrapassa a oferta atual da empresa.
A empresa está também a investir no desenvolvimento de modelos de IA mais avançados. A equipa responsável pela Qwen, série de modelos de IA da Alibaba, planeia treinar um sistema com entre cinco e 10 biliões de parâmetros. Em agosto, foi lançado o Qwen3.8-Max, com 2,4 biliões de parâmetros, focado em modelos de código aberto para programadores e empresas.
Para financiar estas iniciativas, a Alibaba emitiu ações no valor de mais de 8,7 mil milhões de euros, parte de um plano de investimento de 49 mil milhões de euros em IA e computação em nuvem nos próximos três anos.

