O primeiro-ministro húngaro admitiu esta segunda-feira, 5 de janeiro, que Budapeste não conseguiu garantir a assistência financeira que tinha inicialmente pedido à Casa Branca para fazer face à dura batalha que o espera nas eleições legislativas previstas para abril, mas adiantou que estão a decorrer negociações sobre uma possível salvaguarda. “Solicitei uma proteção [financeira], mas o tipo de assistência que seria aceitável tanto para os EUA como para a Hungria não estava disponível”, referiu Viktor Orbán.No encontro que tiveram na Casa Branca em novembro, Donald Trump concedeu ao seu aliado uma isenção de um ano das sanções norte-americanas à energia russa, evitando uma subida dos preços que teriam afetado a economia húngara. “Também fiz um acordo com o presidente dos EUA sobre uma proteção financeira”, informou então Orbán. “Caso haja algum ataque externo contra a Hungria ou o seu sistema financeiro, os americanos garantiram que, nesse caso, defenderiam a estabilidade financeira” de Budapeste.Na altura, fonte da Casa Branca explicou que o acordo incluía também contratos no valor de cerca de 600 milhões de dólares (cerca de 512 milhões de euros) para a Hungria comprar gás natural liquefeito aos EUA. No entanto, há cerca de um mês, numa entrevista ao Politico, o presidente dos EUA negou ter oferecido ajuda financeira no valor de 20 mil milhões de dólares (cerca de 17 mil milhões de euros), como andava a ser sugerido pelo primeiro-ministro húngaro. “Não, não lhe prometi, mas ele certamente pediu”, disse Trump quando questionado sobre a possível ajuda financeira à Hungria.Desmentido que levou o ministro dos Negócios Estrangeiros Peter Szijjarto a vir a público explicar que os dois líderes não tinham acordado uma ajuda deste valor, mas sim iniciar negociações sobre uma cooperação financeira. Esta segunda-feira, questionado sobre se poderia esperar mais ajuda da Casa Branca antes das eleições, Orbán disse: “Se o presidente americano ou algum líder americano de alto nível virá à Hungria? É provável, porque na primavera haverá eventos políticos na Hungria que contam sempre com a presença de líderes americanos de alto nível.”.Hungria e outras eleições na Europa que vão marcar 2026