A promotora e mediadora imobiliária israelita Youropa, que se estreou no mercado português em janeiro de 2020 - a poucas semanas do início da pandemia -, tem hoje investimentos em projetos residenciais que vão do Porto a Loulé. Como avança Amir Talmi, CEO do grupo, três estão já em fase de entrega, dois no Porto e um em Vila Nova de Gaia, dois em construção no centro da Invicta, e três “de grande escala”, a desenvolver em Rio Tinto, Gaia e Loulé, estão em planeamento. O investimento “ascende a várias centenas de milhões de euros”, diz o gestor, sem especificar.Segundo explica, os projetos da Youropa são sempre liderados pelo grupo. “Investimos diretamente e estabelecemos também parcerias com investidores qualificados”, frisa. São “parceiros de longo prazo que investem connosco em vários projetos - não são parceiros ocasionais, mas sim investidores empenhados e estratégicos que trabalham connosco ao longo do tempo”, diz Amir Talmi. Em cada projeto, a Youropa tem um papel de liderança, assegurando a direção estratégica e a supervisão operacional..Os compradores são essencialmente estrangeiros. No ano passado, a Youropa registou um volume total de transações superior a 60 milhões de euros, sendo que os clientes internacionais representaram 70% das vendas. Como salienta Amir Talmi, é um indicador que “reflete o nosso forte posicionamento junto dos investidores internacionais”, principalmente de Israel, Países Baixos e Estados Unidos. Foi pelo Porto que a Youropa iniciou a sua aposta no mercado imobiliário português, para logo depois estender a sua ação à área metropolitana. Já está em Gaia e Gondomar, e a olhar para Vila do Conde. Coimbra também entrou no radar. São localizações “cada vez mais atrativas”, que oferecem “um forte potencial de valorização”, justifica o gestor. A promotora está ainda ativa em Lisboa e arredores, bem como na região do Algarve. Segundo defende Amir Talmi, “o mercado imobiliário português é atrativo com base nos seus próprios fundamentos - estabilidade, qualidade de vida e potencial de crescimento a longo prazo -, e o interesse dos compradores internacionais continua a ser impulsionado principalmente por estes factores”, e não por eventos geopolíticos ou regimes de incentivos. .Câmara do Porto, Sonae Sierra e Solive lançam 331 casas para arrendamento acessível.Sem oferta pública, pacote fiscal não resolve problema estrutural da habitação