A Quinze e Meio, empresa portuense especializada em arquitetura e design de interiores, está a registar um crescimento acelerado fruto da internacionalização para Inglaterra. Em 2023, o estúdio ganhou um contrato para transformar uma pequena unidade hoteleira em Dartmoor num hotel boutique. “Correu tão bem”, que surgiram novos projetos, conta António Serôdio, diretor financeiro e de estratégia. A faturação também disparou. Em 2024, a Quinze e Meio contabilizou 690 mil euros de vendas e no ano seguinte atingiu 1,35 milhões, com Inglaterra a valer 30%. Agora, o objetivo é continuar a explorar o mercado inglês e trabalhar o setor hoteleiro noutras geografias, inclusive em Portugal. Segundo António Serôdio, a primeira fase do Dartmoor Lodge Hotel está concluída e em operação. Foi um trabalho de Margarida Barbosa e Ana Alves - arquitetas e fundadoras da Quinze e Meio -, assente em materiais exclusivamente portugueses. “Tudo foi produzido e/ou comprado em Portugal. Cortinados, carpintaria, iluminação, tintas...”, frisa o responsável. Agora, as duas criativas estão centradas na remodelação de mais 18 quartos na mesma unidade. As duas obras valeram 750 mil euros de faturação. Neste passo além-fronteiras, o estúdio conta com um parceiro em Inglaterra. Esse apoio materializou-se na captação de um cliente com negócios na área dos transportes e vontade de investir em hotéis. Depois do Dartmoor Lodge Hotel, o empresário já entregou à Quinze e Meio uma nova obra, a transformação de um antigo edifício em Torquay num alojamento de cinco estrelas. E está interessado em “entrar no negócio da hotelaria em Portugal e em Espanha”, revela António Serôdio. Antes disso, a Quinze e Meio terá em mãos a remodelação de uma casa particular em Wimbledon, mas atenta às oportunidades que possam surgir noutros países. O crescimento da Quinze e Meio está também assente em Portugal, onde tem realizado diversas remodelações de residências particulares. O ticket médio ronda os 200 mil euros. Segundo António Serôdio, a Quinze e Meio é procurada por “executivos, industriais, clientes que não têm tempo, mas que sabem que a decoração vai fazer a diferença. É uma área muito exigente e personalizada”. O estúdio está ainda interessado em conquistar promotores imobiliários em Portugal. Neste momento, a empresa já tem o ano fechado, sendo que só no primeiro semestre faturou mais de um milhão de euros. O objetivo de um volume de negócios de 1,5 milhões de euros vai ser ultrapassado, diz. Para alavancar a expansão do negócio, a empresa está a investir numa plataforma tecnológica com Inteligência Artificial, que vai permitir agilizar processos e dar ao cliente uma ferramenta para seguir em tempo real o estado da encomenda. Também reforçou a equipa e vai abrir uma loja de decoração. .Carmo Wood ganha força na construção em madeira com separação das áreas de negócio.Riopele aposta no segmento homem com designer John Varvatos