A Aldi inaugurou hoje, dia 6 de março, uma loja em Amarante, no distrito do Porto, espaço que assinala a primeira abertura da insígnia em 2026. A retalhista alemã dá assim continuidade ao seu plano de crescimento no país, depois de, no ano passado, ter reforçado a sua presença com mais oito unidades. Segundo João Braz Teixeira, diretor de expansão e imobiliário da Aldi Portugal, a marca superou o objetivo de fechar 2025 com 160 lojas em operação. "Nos últimos cinco anos, duplicámos o nosso número de lojas, passando de 80 em 2020 para 161 em 2025", frisa o responsável. Com o novo espaço em Amarante, a retalhista passa a responder por um parque de 162 lojas.De acordo com João Braz Teixeira, a expansão da insígnia alemã "vai continuar" a um ritmo "contínuo, à semelhança do que tem sido feito nos últimos anos". O foco do crescimento está agora mais centrado no Norte do país. Como salienta o responsável, o Norte é "uma região estratégica para a Aldi" que, para já, conta 41 lojas, 23 das quais no Grande Porto. No ano passado, "cerca de metade das nossas aberturas ocorreram nesta região e, em 2026, pretendemos continuar a investir" nesta zona do país, diz. O gestor assinala ainda que as novas aberturas estão inseridas numa estratégia de longo prazo e serão feitas de forma criteriosa, com especial atenção à localização, para garantir conveniência e acessibilidade.As lojas city, conceito que o grupo Aldi estreou em Portugal, são também um formato para crescer. Estes espaços caracterizam-se por uma área comercial de menor dimensão face às tradicionais lojas da marca e por se encontrarem localizados em zonas centrais das cidades, numa óptica de proximidade ao cliente e de resposta a compras rápidas. Têm "registado uma boa aceitação", afiança o gestor, que destaca a performance da Aldi Tivoli, situada na Avenida da Liberdade, em Lisboa. Neste conceito, a Aldi tem seis lojas em operação, todas em Lisboa. Segundo João Braz Teixeira, o objetivo é "continuar a apostar neste formato, avaliando novas oportunidades de abertura em contexto urbano, com o objetivo de reforçar a conveniência e adaptar a experiência de compra à realidade urbana". Contudo, não adianta mais pormenores sobre a expansão futura.Força das marcas própriasNo fim do ano passado, o presidente da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (organismo de que a Aldi faz parte) alertou que o preço do cabaz alimentar iria subir em 2026. João Braz Teixeira reconhece que o contexto económico é desafiante. "Os aumentos nos preços dos produtos alimentares são influenciados pelo cenário macroeconómico e por fatores externos à atividade dos retalhistas, como a inflação, o custo das matérias-primas, energia, transporte ou outros índices do mercado", aponta.Neste cenário, que poderá agravar-se devido à guerra no Médio Oriente, a Aldi irá manter o foco na filosofia discount. "O nosso modelo de negócio eficiente permite-nos mitigar, sempre que possível, o impacto da inflação e assegurar que eventuais ajustes de preço sejam responsáveis e tão contidos quanto possível, preservando sempre a relação qualidade-preço", garante. Este ano, "as marcas próprias continuarão a desempenhar um papel determinante no setor da grande distribuição", acredita João Braz Teixeira.Na operação portuguesa da Aldi, as marcas próprias representam cerca de 80% da faturação. A retalhista tem mais de 50, que abrangem cerca de 1700 referências. Segundo o responsável, uma análise aos dados internos ao preço médio não promocional de 54 artigos da insígnia Aldi e a estatísticas da Worldpanel by Numerator (sobre a frequência de compra anual da categoria de consumo) concluiu que os consumidores que optaram por comprar produtos da retalhista alemã entre outubro de 2024 e o mesmo mês de 2025 terão assegurado uma poupança anual de quase 800 euros.A Aldi emprega atualmente 2600 pessoas em Portugal. A retalhista está presente em mais sete países na Europa (Espanha, França, Luxemburgo, Bélgica, Países Baixos, Alemanha e Polónia), sendo responsável por uma rede superior a cinco mil lojas. O grupo Aldi Nord não revela dados de faturação. João Braz Teixeira diz apenas que "o desempenho global do grupo reflete um crescimento consistente e a consolidação do Aldi como um dos principais operadores do retalho alimentar na Europa". .Mango incólume à morte do fundador atinge vendas de quase 3.800 milhões.Calçado investe 50 milhões para se posicionar como fornecedor do setor militar europeu