Tiago Brandão Rodrigues em visita, neste ano, a uma escola no Parque das Nações, uma das freguesias da
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Lisboa vai ter 550 novas vagas públicas para crianças no pré-escolar

Há mais 22 salas em jardins-de-infância públicos na capital, mas o objetivo de o governo garantir o pré-escolar a todas as crianças a partir dos 3 anos deve ficar longe de ser cumprido.

A cidade de Lisboa vai ter mais 550 vagas para o pré-escolar em jardins-de-infância públicos no ano letivo que arranca em setembro. Ao todo, serão mais 22 salas, divididas por vários agrupamentos, incluindo, pelo menos, cinco escolas onde não existia oferta para as crianças que ainda não estavam no primeiro ciclo. Um aumento de lugares que ajuda a contrabalançar o peso que a oferta privada tem na capital, em especial para crianças com 3 e 4 anos, mas que estará longe de chegar para garantir a cobertura universal prometida pelo governo.

A Grande Lisboa é a região do país com mais dificuldades para assegurar a cobertura da oferta do pré-escolar, que o atual governo prometeu tornar universal para os 3 anos até 2019. Por ano, nascem cerca de 30 mil crianças na Área Metropolitana de Lisboa. Em 2017-18, tendo em conta as últimas estatísticas da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, publicadas recentemente, estavam inscritas na zona da capital pouco mais de quatro mil crianças com 3 anos em jardins-de-infância públicos, enquanto os números indicam que, no total e contabilizando todas as ofertas na Grande Lisboa, existiam perto de 20 mil crianças com 3 anos no pré-escolar. Ou seja, a oferta privada continua a ser fundamental para assegurar o primeiro ano de pré-escolar, seja através do particular dependente do Estado (com 7627 crianças com 3 anos inscritas nesse ano letivo) seja do privado puro (7915 inscritos). Na educação pré-escolar, as turmas são constituídas por um número mínimo de 20 e um máximo de 25 crianças.

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