Premium Passeio pela Habana Vieja

Nessa tarde estávamos empenhados em descobrir, primeiro, a Catedral de San Cristóbal de La Habana e depois a rua do Empedrado. Íamos à procura de La Bodeguita del Medio. Passamos sem pressa por um outdoor do padre/professor Felix Varela com a sua frase solene "La patria a nadie debe, todos sus hijos la debem sus servicios", a seguir entramos por uma rua estreita onde fui surpreendido por uma enorme montra de algo que me pareceu um salão de cabeleireiro: "Langwith - estética canina e felina". Eis qualquer coisa que nunca contei encontrar na Habana Vieja, exclamo surpreendido, porém Crispina sorri entendida, muitos turistas chegam a Cuba acompanhados dos seus cães e gatos, explica.

Finalmente ficámos em frente de uma tabuleta com fundo amarelo, aros verde-claro e escrito a preto "La Bodeguita del Medio". Parámos junto à porta, sobretudo porque o local estava cheio de gente barulhenta. Tivemos tempo de ler duas placas de bronze, a de cima dedicada a Ángel Martínez, "el fundador de La Bodeguita del Medio la autentica bohemia de la Habana"; a de baixo, a Nicolas Guillen, "nuestro poeta nacional, cliente asiduo y promotor incansable de La Bodeguita del Medio", a quem, aliás, dedicou um soneto que consta de uma espécie de toalhete de papel pardo sobre o qual se colocam os pratos na parte que funciona como restaurante: "La Bodeguita es ya la bodegona,/ Que em triunfo al aire su estandarte agita,/ Mas sea bodegona o bedeguita/ La Habana de ella con razóm blasona"...

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