Premium Elton John: "Não vivi uma vida para menores de 13 anos"

Surge como personagem cinematográfica em destaque. Rocketman é mais do que um tradicional filme biográfico: a celebração espetacular da música e das canções cruza-se com uma evocação muito direta dos anos de toxicodependência.

Elton John depois de Freddie Mercury? Na sequência do impacto internacional de Bohemian Rhapsody (2018), sobre o vocalista dos Queen, aí está um novo "musical biográfico": revelado, extracompetição, no Festival de Cannes, Rocketman foi concebido como um retrato exuberante, de uma só vez dramático e festivo, do criador de canções lendárias como Crocodile Rock, Goodbye Yellow Brick Road ou, precisamente, Rocket Man (tema incluído no álbum Honky Château, editado em 1972).

O paralelismo parece reforçar-se se nos lembrarmos que o realizador de Rocketman, Dexter Fletcher, foi também responsável pela conclusão de Bohemian Rhapsody, depois de as acusações de assédio sexual contra Bryan Singer terem implicado o seu afastamento da rodagem (por razões contratuais, o filme tem assinatura de Singer, surgindo Fletcher como produtor executivo). E convenhamos que não é difícil identificar em ambos os filmes o mesmo tratamento retórico das imagens e, em particular, o esquematismo da sua montagem: a subtileza não é, de facto, uma das virtudes de Fletcher e, não poucas vezes, Rocketman perde-se numa pompa algo postiça, de alguma maneira esbanjando a energia espetacular das próprias canções de Elton John.

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