Premium Professores exigem números claros a Mário Centeno

Sindicatos e independentes temem que o ministro se limite a repetir os 600 milhões anuais que o governo tem referido sobre o custo da recuperação do tempo de serviço, quando as contas dos professores apontam para metade desse valor ou menos.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, estará nesta tarde na Comissão de Educação e Ciência, numa audiência urgente, agendada pelo PS, com o objetivo de divulgar "o impacto orçamental do descongelamento das carreiras e dos modelos de recuperação do tempo de serviço", tendo em conta os nove anos, quatro meses e dois dias que os partidos à direita e à esquerda do PS reconheceram no dia 16 de abril. E conhecer essas contas é precisamente o que dizem esperar os professores e seus representantes, para os quais os 635 milhões de euros de impacto anual que o governo tem vindo a repetir não passam de um número "fetiche" sem sustentabilidade. E que, sobretudo, continua por explicar.

"Nenhuma conta que nós fizemos bate certo com aquilo, sendo certo que não temos os valores todos porque nunca nos cederam", diz ao DN Mário Nogueira, da Federação Nacional dos Professores (Fenprof). O que o ministro Mário Centeno pode ir dizer ao Parlamento é o que lhe interessa dizer", avisa, considerando que até agora o governo se agarrou "a um número grande, para impressionar, mas que continua sem esclarecer como lá chegou".

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