Premium Militares irritados com nova lei da Proteção Civil

Militares rejeitaram proposta da nova lei da Proteção Civil que vai colocar o seu presidente acima dos chefes da Marinha, do Exército e da Força Aérea. Diploma já promulgado continua secreto.

O debate sobre a nova lei orgânica da Proteção Civil (PC) tem sido dominado pelo conflito com os bombeiros, mas nos bastidores houve outra questão que também levantou polémica e suscitou a oposição frontal das Forças Armadas a pelo menos um dos artigos propostos. Em causa está a colocação do presidente da nova Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) protocolarmente acima dos chefes militares da Marinha, Exército e Força Aérea.

Tudo isto gerou, não só "grande mal-estar" como uma sensação de déjà vu nas Forças Armadas. Porquê? Porque o presidente da PC é Mourato Nunes, um tenente-general reformado que exerce as funções como civil e que há década e meia esteve no centro da crise criada com a proposta de equiparar o comandante-geral da GNR - ele próprio - aos chefes militares e com direito a ostentar uma quarta estrela.

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