Premium Universidades americanas disputam manuscritos de Lobo Antunes

A Universidade de Yale é a que o escritor olha como a que melhor preservará o seu espólio. Mas não é a única instituição norte-americana que o contactou.

Os manuscritos de mais de trinta romances, notas originais de uma obra com décadas e todo o espólio que documentam a oficina literária de António Lobo Antunes podem deixar Portugal e ir para arquivos de universidades norte-americanas. A Universidade de Yale é aquela com que o escritor português está mais em sintonia, uma vez que não ficou insensível à proposta feita pela prestigiada Universidade de Harvard para depositar numa delas todo o material em que escreveu a sua obra.

António Lobo Antunes confirmou ao DN a situação: "Tenho tido contactos de universidades americanas que desejam preservar o meu espólio literário." Também refere que não há qualquer compensação financeira para que aceite os convites: "Não existem valores em jogo, apenas a garantia - que em Portugal não tenho - de que todo o material será preservado com qualidade." Uma das suas preocupações é o facto de sempre ter escrito em "folhas de bloco normais e com esferográfica", suportes que exigem cuidados extremos para não se estragarem.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.