Premium "É assim que se trata os meninos maus." O castigo que Hitchcock nunca esqueceu

Tinha um gosto por histórias de faca e alguidar e recusou-se a transpor para o grande ecrã obras-primas da literatura. Alfred Hitchcock morreu há 40 anos e com ele nunca se entra num lar doce lar. Quatro filmes a rever.

"Alfred Hitchcock morre de causas naturais", lê-se no título da revista Variety que noticiava o desaparecimento de uma das maiores lendas da sétima arte, a 29 de abril de 1980. O impecável humor negro desta expressão corresponde cem por cento ao espírito de qualquer filme dele, o britânico que vingou em Hollywood através de um cinema quase sempre obcecado com a morte não natural. Daí que entre as suas personagens haja muitos e ávidos leitores de policiais (como o próprio era), além de memoráveis sequências de conversas sobre assassínios...

Este gosto por histórias de faca e alguidar - aliás, Hitchcock recusou-se a transpor para o grande ecrã obras-primas da literatura - parece ter origem numa certa memória de infância que contava muitas vezes. Quando tinha seis anos, o pai, católico praticante, disse-lhe que precisava de ser castigado, sem que ele soubesse a razão, e mandou-o para a esquadra mais próxima com um recado escrito. Quando lá chegou o polícia trancou-o numa cela durante cinco minutos e repreendeu-o: "É assim que se trata os meninos maus."

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