Exclusivo Diego Maradona (1960-2020)

Homens a tentar falar e a não conseguir, homens a chorar convulsivamente, homens a mastigar segundos inteiros de silêncio em directo: foi este o tema dominante da semana televisiva, pelo menos para quem tentou sintonizar canais argentinos. Noutros países, a coisa procedeu de maneiras menos operáticas, mas igualmente reverentes, com procissões de convidados a chegar aos estúdios munidos da matéria-prima dos obituários, prontos para explicar porque é que alguém que deixou de estar vivo na verdade não morreu. Muitos destes comentários incluíram a palavra "Deus".

Quem optou por se refugiar no YouTube encontrou horas e horas de alternativas à sua espera: a opção estruturada do documentário legendado, o conforto silencioso da compilação de 20 minutos, ou a tentação do jogo completo - de preferência um dos menos notórios, um qualquer Nápoles-Pisa ou Nápoles-Cagliari de 85 ou 88, na esperança não apenas de rever num contexto novo os símbolos familiares - o barril torácico, os ombros puxados para trás, aquele cabelo inconfundível, a meio caminho entre o capacete de astronauta e a peruca Playmobil - mas também, talvez, de encontrar uma finta secreta, ainda por estrear nas compilações. Muitos destes vídeos incluem a palavra "Deus" no título.

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