Premium 60 mil universitários à espera de bolsas: "Não compro livros, poupo na comida"

Problema informático provocou atraso na análise dos processos de alunos mais carenciados, que têm de cortar nas despesas à espera de um apoio que pode chegar só em 2019.

Cerca de 60 mil alunos das universidades e politécnicos ainda estão à espera para saber se têm direito a bolsas de estudo neste ano letivo. Um problema informático provocou um atraso na análise dos processos, como noticiou o Público na edição desta segunda-feira. O problema já estará resolvido, mas cerca de 40 mil candidaturas de alunos com menos rendimentos ainda estão nos serviços de ação social, mais 11 511 do que no ano passado.

Ainda segundo o Público, outros 18 mil processos estão paradas por falta de informação, mais dois mil do que em igual período de 2017, e só 27 mil alunos já têm a garantia de que terão apoio, menos 11 mil (30%) em comparação com há um ano. Mas que casos escondem estas frias estatísticas? O de alunos de famílias carenciadas que têm de cortar nos gastos à espera de um apoio que pode chegar só em 2019. Há relatos ao DN de cortes nos transportes, na alimentação, nos livros. E de quem receie, no final da espera, perder a bolsa, essencial para o orçamento familiar.

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EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.