Premium Recordações de Variações: uma figura colorida num país a preto e branco

Um espetáculo inédito da Orquestra Metropolitana de Lisboa irá apresentar versões sinfónicas dos temas de António Variações por Ana Bacalhau, Conan Osíris, Lena d'Água, Manuela Azevedo, Paulo Bragança e Selma Uamusse.

Lena d'Água ainda tem bem presente o momento em que pela primeira vez ouviu, na rádio, a voz de António Variações, a cantar uma versão de Povo Que Lavas no Rio, um dos maiores clássicos de Amália. "Fartei-me de rir." Só pensava: "Mas o que é isto? Que doidice", recorda a cantora, que amanhã à noite, nos jardins da Torre de Belém, será uma das artistas a dar voz às palavras de António Variações, no espetáculo de encerramento das Festas de Lisboa, a cargo da Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML), com a qual por estes dias se encontra a ensaiar.

De todos os cantores presentes, Lena d'Água é a única contemporânea de António Variações, "a única que realmente o conheceu" e foi "testemunha próxima" do fenómeno. "Pertencíamos à mesma editora e estávamos ambos a gravar o nosso primeiro disco, pelo que nos cruzámos muitas vezes em estúdio. Uma vez fomos a um jantar da Valentim de Carvalho, no Sheraton, e acabámos a noite a dançar no Jamaica", recorda Lena d'Água, que guarda a memória de "uma pessoa amorosa, muito delicada e dedicada" aos seus amigos. "Foi uma convivência muito pontual e rápida, de pouco mais de um ano, mas que me marcou muito, como a todas as pessoas que com ele privaram."

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