Privados tiram obstetras ao concurso para hospitais públicos
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Privados tiram obstetras ao concurso para hospitais públicos

Depois de terminarem a especialidade, obstetras e ginecologistas preferem ir trabalhar para o setor privado. Ganham mais, correm menos riscos profissionais e não têm de mudar a vida e ir viver para o interior.

Todos os dias as notícias dão conta da falta de ginecologistas e obstetras de norte a sul do país. E até em Lisboa houve o risco de as urgências das maternidades serem obrigadas de encerrar rotativamente no verão. Perante este cenário, os lugares disponíveis para esta especialidade no Serviço Nacional de Saúde ficam longe de serem preenchidos na totalidade - das 31 vagas abertas para recém-especialistas, só 14 foram preenchidas, segundo dados da Administração Central do Sistema de Saúde, divulgados nesta terça-feira.

As razões apontadas para esta realidade são principalmente três: se por um lado os novos especialistas preferem trabalhar nos grupos de saúde privados em que ganham bastante mais do que no Serviço Nacional de Saúde (SNS), por outro não têm de mudar a sua vida para irem trabalhar em hospitais do interior. A isto, junta-se o facto de terem uma vida profissional menos stressante, já que fazem menos partos de risco.

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