Premium Não se ama alguém que não ouve a mesma canção

Depois de um grande papel em No Coração da Escuridão, de Paul Schrader, reencontramos Ethan Hawke na pele de um ex-rock star em Juliet, Nua, que chega na quinta-feira às salas portuguesas.

Afinal, a comédia romântica não é um género caído nas ruas da amargura... Eis o primeiro veredicto que apetece lançar depois de ver esta pequena pérola chamada Juliet, Nua, pronta a aquecer-nos o coração como um produto saído dos anos 1990, quando Meg Ryan era a namoradinha da América. Por outras palavras, num tempo em que vai escasseando a fórmula do humor inteligente conciliado com um romantismo suave, o filme de Jesse Peretz faz um brilharete. E, para isso, conta não só com um belo trio de atores como adapta uma boa história do especialista em personagens obcecadas, Nick Hornby - autor conhecido pelo livro Alta Fidelidade, que Stephen Frears levou ao ecrã.

Tudo se passa numa pequena cidade costeira britânica. Por aqui encontramos um professor académico (Chris O'Dowd) que nas horas livres se dedica à análise das músicas de uma desaparecida estrela indie rock da sua juventude, um tal Tucker Crowe (Ethan Hawke). Tem um compartimento da casa todo dedicado a ele, e um blogue para fãs no qual passa o tempo a levantar teorias sobre a sua biografia, através das letras, acreditando que o regresso está para breve. Por sua vez, a namorada (Rose Byrne), que convive há demasiado tempo - e pacificamente - com esta fixação, acaba por explodir no dia em que recebem pelo correio um CD com uma gravação intitulada Juliet, Naked, do dito cujo. Aí ela aproveita a divergência de gostos musicais e deixa um péssimo comentário no blogue do namorado, que desperta a atenção do próprio Tucker Crowe. O que acontece depois é inevitavelmente do domínio da comédia romântica: os dois começam a corresponder-se por correio eletrónico, tal e qual Meg Ryan e Tom Hanks em You've Got Mail.

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