Premium Quando a Gulbenkian tinha um pé em Bagdade e outro em Lisboa

A exposição Arte e Arquitetura entre Lisboa e Bagdade abriu na sexta-feira ao público no Museu Gulbenkian, a par de Pose e Variações - Escultura em Paris no Tempo de Rodin, e de A a C, de Ana Jotta e Ricardo Valentim.

Quem tem nas suas memórias de leitor a passagem das bibliotecas itinerantes da Gulbenkian até pelos mais recônditos cantos de Portugal encontra um par nos leitores iraquianos. Também por lá elas passaram, parte do trabalho diplomático e filantrópico da Fundação Calouste Gulbenkian entre 1957 e 1973, enquanto explorou petróleo naquele país até à nacionalização da atividade.

Foi também a Gulbenkian que construiu em Bagdad o Estádio do Povo (Al-Shaab), então o maior do Médio Oriente, que inaugurou em 1966 com Eusébio na equipa do Benfica a estrear o relvado contra a seleção iraquiana. Tal como o Centro de Arte Moderna de Bagdad, que hoje se chama Gulbenkian Hall, e que foi a primeira grande obra da fundação no país. A par dessas obras maiores, a Fundação apoiou a construção de cerca de cem edifícios, entre eles hospitais e escolas.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O populismo identitário

O tema da coincidência entre Nação-Estado foi intencionalmente considerado um princípio da organização mundial quando o presidente Wilson conseguiu a sua inclusão no estatuto da Sociedade das Nações (SdN), no fim da guerra de 1914-1918, organismo em que depois os EUA decidiram não entrar. Acontece que nação é um termo que, exprimindo de regra, em primeiro lugar, uma definição cultural (costumes, tradições, valores), tem vocação para possuir um território e uma soberania, mas o princípio da SdN não impediu a existência, hoje extinta, da unidade checoslovaca, nem que, atualmente, o Brexit advirta que um eventual problema futuro para o Reino Unido está no facto de não ser um Estado-Nação, e identidades políticas, provavelmente duas ou mais nações, suas componentes, são europeístas.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Legalização do lobbying

No dia 7 de junho foi aprovada, na Assembleia da República, a legalização do lobbying. Esta regulamentação possibilitará a participação dos cidadãos e das empresas nos processos de formação das decisões públicas, algo fundamental num Estado de direito democrático. Além dos efeitos práticos que terá o controlo desta atividade, a aprovação desta lei traz uma mensagem muito importante para a sociedade: a de que também a classe política está empenhada em aumentar a transparência e em restaurar a confiança dos cidadãos no poder político.