Premium  Bertolucci, antes e depois da revolução

O cineasta de O Último Tango em Paris e O Último Imperador deixa uma obra imensa, plena de atualidade, marcada pelas clivagens entre gerações e classes sociais.

É bem provável que, um pouco por todo o mundo, a maioria dos espectadores de cinema associe o nome de Bernardo Bertolucci apenas ao seu grande filme "oscarizado", O Último Imperador (1987), retrato amargo e doce da decomposição de uma forma ancestral de poder político. Além do mais, a sua assinatura está no eternamente polémico O Último Tango em Paris (1972), por certo um dos mais belos testemunhos da ressaca das ilusões libertárias da década de 60.

Na verdade, tal visão é profundamente limitada e limitativa. Entenda-se: não são os espectadores que estão em causa, sobretudo nesta Europa que continua a não saber dar aos seus filmes a mesma visibilidade comercial de que desfrutam os produtos americanos (mesmo não esquecendo que é dos EUA que provêm muitos dos títulos mais interessantes da atualidade). Acontece que essa capacidade (ou a falta dela...) de transmitir um legado, seja ele afetivo ou político, social ou simbólico, está no centro da obra de Bertolucci.

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