Premium A biblioteca saltimbanco de Castro Mendes

Leitor desde tenra idade, o ex-ministro da Cultura diz-se um "acumulador" de livros, não um bibliófilo. Mas a biblioteca, para Castro Mendes, é menos o que está nas estantes e muito mais aquilo que fica com cada um.

Que os livros levam um leitor em viagem é um lugar-comum. Que o leitor leve a sua biblioteca em viagem por três continentes já é um caso bem mais raro, mas foi o que aconteceu à biblioteca de Luís Filipe Castro Mendes, que antes de assentar nas estantes da sua casa em Lisboa viajou para o Rio de Janeiro e daí para Budapeste, mudou-se para Nova Deli e depois para Paris, para acabar instalada em Estrasburgo até regressar a Portugal em 2016. Uma biblioteca nómada de uns bons milhares de exemplares - 20 a 30 mil por esta altura - nos passos do diplomata que descobriu cedo a leitura e que, talvez consequência das deambulações pelo mundo, vê nela não tanto um espaço físico, mas uma memória vívida.

"A minha relação é com os livros, com cada um deles. A biblioteca como organismo... não é bem aquela biblioteca do [Jorge Luís] Borges, os corredores que se emaranham, que se perdem noutros corredores, é mais uma coisa ambulante, que anda comigo, de referências, personagens, situações, as memórias dos versos. A biblioteca está na minha cabeça", conta ao DN.

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