Premium Hong Kong e Taiwan: como é que a China reage a desaires eleitorais?

No passado, Pequim usou o poder do dinheiro para lidar com resultados eleitorais contrários aos seus interesses em Taiwan. Mas a mesma tática pode ser impossível de repetir em Hong Kong.

Após quase seis meses de protestos, o movimento pró-democracia teve uma vitória arrasadora nas eleições locais em Hong Kong e mostrou um cartão vermelho à líder do governo, Carrie Lam. No passado, Pequim usou o poder do dinheiro para lidar com desaires eleitorais em Taiwan, que considera uma província rebelde que um dia há de regressar ao controlo da China continental. Mas a mesma tática poderá ser impossível de repetir no antigo território britânico.

As eleições em Hong Kong eram vistas como um teste após meses de protestos e violência, sendo que tanto o executivo como Pequim esperavam que a "maioria silenciosa" saísse em apoio do governo, mostrando que os manifestantes são apenas um pequeno grupo de extremistas. Mas tal não se concretizou nas urnas, no primeiro fim de semana livre de protestos desde agosto. Pelo contrário: o movimento pró-democracia terá ganho 17 dos 18 conselhos distritais, num revés para Lam.

Ler mais

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG