Premium O escritor que teve o azar de Salazar se armar em "crítico literário": Ruben A.

Ruben A. nasceu há 100 anos. Um imenso escritor que o Presidente vai homenagear apesar de ser ignorado pela maioria dos portugueses. Um espólio que não é apenas A Torre de Barbela e um autor que adoraria a ironia de a pandemia se sobrepor às comemorações.

Em 2006, a professora e investigadora Dália Dias deparou-se com uma sala quase vazia quando se apresentou para falar do autor de O Mundo à Minha Procura no auditório do Jardim Botânico, no Porto. Nada que a surpreendesse e que ela explicou num comentário feito nessa data: "Este é, de certa forma, o destino de Ruben A., mas ele também nunca se deu mal com isso."

O tempo passou e, 14 anos depois, os auditórios poderão continuar vazios, no entanto o nome de Ruben A. (1920-1975) vai ser ouvido e lido pois comemora-se hoje - e durante mais um ano - o centenário do nascimento de Ruben Alfredo Andresen Leitão, autor que para a literatura ficaria como Ruben A.. Uma sucessão de eventos e reedições de livros a que o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa dá o alto patrocínio, amigos na década de 1970, sendo que foi Ruben A. quem, em conversa com Pinto Balsemão e o atual Presidente da República, batizou o Partido Popular Democrático (atual PSD), apesar de nunca ter sido militante.

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