Premium Guaidó tem o apoio do povo e de meio mundo. E dos militares?

Hierarquia militar está ao lado de Maduro, mas Juan Guaidó deixou apelo às Forças Armadas para se porem ao lado do povo.

Quando se declarou presidente encarregado da Venezuela, Juan Guaidó pediu o apoio do povo, dos militares e da comunidade internacional. A avaliar pela multidão que saiu à rua na quarta-feira, tem garantido o primeiro. Do estrangeiro, contou de imediato com o aval dos EUA e da maior parte do Grupo de Lima, e cada vez mais da União Europeia, mas não com o da Rússia, China, Turquia ou Cuba. Contudo, até agora, falta ao presidente encarregado o terceiro apoio, o dos militares.

A hierarquia das Forças Armadas saiu em defesa do "presidente constitucional" e apelidou de "tentativa de golpe" as ações do líder da Assembleia Nacional. Mas Guaidó, que ontem deu uma conferência de imprensa diante de uma multidão em Chacao, enviou uma mensagem a todos os militares: "Irmãos é com vocês, chegou o momento de se porem ao lado da Constituição, chegou o momento de se porem ao lado do povo da Venezuela." E reiterou a proposta de amnistia, recusando dizer se há ou não diálogo com responsáveis das Forças Armadas. Pediu ainda o fim da ingerência de Cuba nesta instituição - uma acusação recorrente da parte da oposição.

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