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Fernando Pádua

"Do primeiro doente que vi recebi 20 escudos, foi o dinheiro mais mal ganho na minha vida"

Nasceu em Faro, mas é alentejano de coração. Seguiu Medicina, mas poderia ter sido engenheiro. O primeiro doente deixou-o a arder de medo. "Não sabia se estava vivo ou morto." Depois, tornou-se inovador, revolucionário até, no que ensinou aos portugueses. Fernando Pádua é o professor do coração.

Faz 92 anos no dia 29 de maio. Assume que já teria direito a descansar mais e a trabalhar menos, como muitos lhe dizem, mas "não sou capaz. Faz-me falta trabalhar". Foi sempre assim, confessa ao DN Fernando Manuel Archer Moreira Paraíso de Pádua, ou o professor Fernando Pádua, ou o médico do coração, ou o pai da medicina preventiva em Portugal. Aceita todas as designações e até diz que, "se calhar, têm razão", mas com a que mais se identifica e até se sente vaidoso é: "O professor é uma força da natureza."

Duas operações repentinas obrigaram-no a parar em fevereiro. "Foram mais de dois meses. Regressei há 15 dias. Já não aguentava estar em casa." E aos que lhe dizem que devia pensar na recuperação, responde: "Eu fui operado à coluna e a uma hérnia, não estou doente da moleirinha." É o exemplo de como se pode viver longamente e saudável. Acredita mesmo que "a longevidade é um sucesso da medicina preventiva, embora possa haver alguma coisa de especial no ADN."

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