Maria Lúcia Amaral tem 64 anos é a primeira mulher a exercer o cargo de Provedor de Justiça.
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Provedor de justiça

"Foi por ter um professor chamado Marcelo Rebelo de Sousa que fiquei em Direito"

Quem é a mulher, jurista, cidadã, que exerce a função de Provedor de Justiça? O DN quis saber. A reportagem foi feita antes do vírus. Mas neste fim de semana em que se celebra Abril também é altura de falar do Provedor

Ainda era fevereiro, poucos dias antes de o novo vírus chegar à Europa e se tornar pandemia. À hora marcada, entrava no antigo palacete da Lapa, na Rua Pau da Bandeira, que acolhe o Provedor de Justiça, um orgão do Estado, mas independente. A reportagem estava há muito pedida e o dia tinha chegado. Queríamos conhecer a jurista, a mulher, cidadã, que aceitou o cargo, mesmo tendo apenas designação no masculino: Provedor de Justiça. Queríamos saber o que se faz na "casa que universalmente é do cidadão", e que lhe tenta fazer justiça, pelo poder da palavra e da razão. Foram horas de conversa com Maria Lúcia Amaral e com a sua equipa. A manhã passou e o almoço também. À tarde, quando saímos, percebemos que aquela casa é afinal o espelho do que "somos enquanto país, sociedade e Estado". A reportagem esteve parada. O vírus impôs outra atualidade, mas na edição dos 46 anos da Revolução de Abril, voltar a esta casa, é uma realidade atual.

À minha frente está uma mulher pequenina, de sorriso aberto e olhos brilhantes, uma mulher que acredita na liberdade como "o valor primordial do ser humano", que defende cada cidadão como seu semelhante, que olha para o Estado como "uma construção histórica formidável" e garantindo que "Estado não é só poder, somos todos nós".

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