Premium Burocracia afasta médicos luso-venezuelanos de Portugal

Só na Madeira, foram mais de 40 os luso-venezuelanos que entraram em contacto com a Ordem dos Médicos no último ano, mas só dois entraram com o pedido para exercer em Portugal. A demora nos processos de equivalência tem levado muitos a desistir e a optar por outros países, como Espanha, onde há acordos com a Venezuela.

Está a aumentar o número de médicos luso-venezuelanos a quererem vir para Portugal. Todas as semanas chegam, por exemplo, pedidos de informação ao Conselho Médico da Madeira, que só no último ano recebeu mais de 40 pedidos de profissionais vindos da Venezuela, conta o presidente do Conselho Médico da Região Autónoma da Madeira. Mas desses, acrescenta António Pedro, apenas dois conseguiram transpor as barreiras burocráticas e apresentaram a documentação necessária e fizeram o pedido oficial na Ordem. A maioria acaba por ir para outros países.

"No último ano tem havido um aumento de médicos luso-venezuelanos a contactar a Ordem Regional para pedir a equivalência", confirma ao DN António Pedro. São, no entanto, as universidades nacionais que dão início ao processo de equivalência do grau académico e só depois de terem esse reconhecimento e toda a documentação é que se podem inscrever na Ordem dos Médicos (OM).

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