Premium Estado continua a pagar o salário a espião que traiu o país

Apesar de estar a cumprir pena e sem exercer funções, o Sistema de Informações decidiu manter o vencimento de Frederico Carvalhão Gil, o agente duplo condenado por vender segredos à Rússia. MAI e Justiça tiveram outra posição em outros casos.

O Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) continua a pagar o vencimento, cerca de 2500 euros líquidos mensais, ao espião condenado por espionagem para a Rússia e corrupção passiva. A situação causa perplexidade, não só internamente mas também noutros setores, como o da Administração Interna ou da Justiça, que já viram altos funcionários a ficar sem salários, apenas como arguidos, antes sequer da acusação e da condenação.

Frederico Carvalhão Gil, que está a cumprir a pena em prisão domiciliária, foi detido a 21 de maio de 2016 em Roma, numa operação hollywoodesca das autoridades italianas e portuguesas, juntamente com o seu controlador das secretas russas, extraditado para Portugal e detido pela Polícia Judiciária (PJ).

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Empresa que contratava médicos para prisões não pagou e sumiu

O Estado adjudicou à Corevalue Healthcare Solutions, Lda. o recrutamento de médicos, enfermeiros, psicólogos e auxiliares para as prisões. A empresa recrutou, não pagou e está incontactável. Em Lisboa há mais de 30 profissionais nesta situação e 40 mil euros por pagar. A Direção dos Serviços Prisionais diz nada poder fazer.