Bayern. O colosso do futebol que se fez campeão europeu sem conhecer o sabor da derrota

O campeão europeu Bayern para a sexta "orelhuda" em números: 11 jogos, 11 vitórias, 43-8 em golos. Última vítima: Paris Saint-Germain, na final da Luz. Desde que Flick pegou na equipa em novembro, o colosso bávaro amassou adversários. Nos últimos 30 jogos, só permitiu um empate.

Na era Hans Dieter Flick, desde 6 de novembro, o Bayern disputou 37 jogos. Perdeu dois (7 de dezembro, 1-2 na visita ao Borussia Moenchengladbach, depois do 1-2 em casa no jogo anterior, frente ao Leverkusen). Sempre na Bundesliga, permitiu ainda um empate ao RB Leipzig (0-0) em Munique. O resto? Foram 34 vitórias.

Este cartaz foi completado com um nervoso, mas meritório triunfo sobre o Paris Saint-Germain, que teve nas emboscadas de Mbappé e na arte de criar de Di María uma forma de enervar o Bayern. Neymar esteve longe do centro de decisões.

Mas o PSG, a celebrar o 50.º aniversário de vida, nunca conseguiu bater Manuel Neuer. Se o guarda-redes de 34 anos é, na maior parte dos jogos, virtualmente imbatível, nesta noite foi insuperável. Defendeu com os pés, com as mãos, controlou os espaços, antecipou intenções.

O mundo antecipava o duelo particular entre Neymar e Lewandovski, como se este jogo pudesse entregar o cetro de melhor do mundo a um deles pós-Messi/CR7. O polaco ameaçou ultrapassar o avançado português, detentor do recorde de golos numa só temporada da Champions (17, em 2013-14). Ficou em branco pela primeira vez (apesar da bola no poste, das defesas de Navas), terminou a época com 55 golos no total, e 15 na Champions, chegando ao patamar de Cristiano, o único a marcar 15 ou mais golos numa temporada da Liga dos Campeões (15 em 2017-18, 16 em 2015-16).

Mas Neuer, que sofreu oito golos em 11 jogos, talvez seja neste momento o mais valioso jogador da atualidade. Na baliza, tem poucas hipóteses de se intrometer na luta estelar, dominada pelos que marcam, e não pelos que evitam golos.

O PSG conseguiu enervar o Bayern durante muito tempo, mais do que provavelmente se esperaria de um uma equipa muito controlada emocionalmente. Com Neymar algo escondido, Mbappé mostrou ferocidade e Di María foi o melhor. Em vão.

Kingsley Coman marcou um golo que é, no mínimo, irónico. Formado no PSG, foi campeão (pouco jogou) no clube francês. Um clube que, desde que em 2011 foi comprado pelo megamilionário Nasser al-Khelaifi (através da Qatar Sports Investments), despeja barris de dólares e euros no plantel para ser campeão europeu, e que quando finalmente chega a uma final perde por um golo. De um jogador que formou nas suas escolas.

Coman é, ele próprio, um caso sério de estrelato: 24 anos, oito vezes campeão nacional (duas no PSG, duas na Juventus, cinco no Bayern), campeão europeu de clubes. Mais três supertaças alemãs, três Taças da Alemanha, uma Supertaça de França, uma Taça da Liga francesa; uma Taça e uma supertaça em Itália.

Aos 24 anos, tem 20 títulos. E podia ter, pelo menos, mais um: o de campeão do mundo pela França, em 2018. Mas Deschamps deixou-o de fora, com muita polémica (ficou numa lista de reservas em caso de lesão nos 23 que foram campeões na Rússia).

Nesta noite, marcou o golo da final de cabeça. Kimmich fez um cruzamento perfeito, a defesa do PSG estava concentrada em Lewandovski, o francês apareceu solto ao segundo poste a enviar de cabeça a bola para o golo. Com classe e frieza não muito frequentes.

Leia abaixo o resumo e o "filme" do encontro:

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