Premium O maestro é muito mais do que aquele senhor de casaca em frente à orquestra

No último ano, pôs de pé a Orquestra sem Fronteiras. Tocou em igrejas e em salões de baile de aldeias perdidas ao mesmo tempo que imaginava formas de celebrar o centenário da avó, a poeta Sophia de Mello Breyner Andresen, e fazia um programa de rádio. Martim tem 27 anos e não consegue estar parado.

Há um ano, quando voltou a Portugal depois de seis anos a estudar no estrangeiro, Martim Sousa Tavares trazia consigo um diploma de maestro e o projeto para criar uma orquestra que juntasse jovens músicos de várias localidades da zona raiana e levasse a música clássica a locais onde ela nunca tinha sido ouvida e a pessoas que nunca sequer sonharam ouvir Mozart ou Haydn. Chamaram-lhe sonhador. Mas Martim é um sonhador que arregaça as mangas e se faz à estrada. Neste caso, literalmente. Depois de muitos e-mails enviados, várias horas ao telefone, milhares de quilómetros percorridos e reuniões que não deram nada, em janeiro Martim Sousa Tavares apresentou publicamente o projeto da Orquestra sem Fronteiras, com sede em Idanha-a-Nova, onde, em março, deu o primeiro concerto. Poucos meses depois, a Orquestra sem Fronteiras prepara-se para arrancar a sua segunda temporada como uma ida ao Brasil, já em setembro, e para estrear uma ópera em Badajoz, em outubro.

Este é um projeto muito altruísta e de coesão social e territorial através da música clássica. É um projeto tão bonito que tinha de funcionar.

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