Premium Diogo Feio: "O CDS nunca irá transformar-se numa espécie de Chega ou competir com o Chega"

Entrevistado pelo DN, o coordenador do gabinete de estudos do CDS-PP lança avisos à navegação. O partido deve evitar regressos à sua versão soberanista e securitária dos anos 1990 e não ser divisionista nas presidenciais.

Foi deputado e eurodeputado, secretário de Estado da Educação no governo de Santana Lopes (2002-2004). Licenciado em Direito, está há muitos anos apostado na sua carreira como advogado e professor universitário. Tem 49 anos e nasceu no Porto. Dirige o gabinete de estudos do CDS e ainda um think tank ligado ao partido, o Instituto Amaro da Costa.

O que explica o mau resultado do CDS-PP nas legislativas?
Depois de chegados os resultados, é sempre fácil ver os erros. Relembro que no fim do ano passado, início deste, tinha resultados na ordem dos 10%. E desde aí foi sempre a cair nas intenções de voto. O principal problema do partido nesta eleição foi a dificuldade em explicar qual a razão para votar no CDS. Ou seja, qual a utilidade do voto no CDS. Isto na estrita medida em que tudo se centrava em como se iria formar uma maioria à volta do PS, os acordos que o PS poderia fazer - e o CDS retirou-se deles. Ao fazê-lo, gerou uma dificuldade que não se conseguiu ultrapassar para que o eleitorado pudesse perceber uma razão para votar no CDS. Em segundo lugar, criou-se uma lógica de que o PSD poderia fazer algum contraponto ao PS, numa lógica de alguma bipolarização.

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