Premium A purificação do YouTube

Como é que as formas de violência surgem tratadas nas imagens do mundo virtual, nomeadamente no YouTube? Eis uma velha questão que importa enfrentar para além de qualquer oposição maniqueísta entre "jogo" e "realidade".

Na quinta-feira, dia 21, Susan Wojcicki, CEO do YouTube, publicou a sua "última carta de 2019", fazendo um balanço do ano da plataforma de partilha de vídeos a que preside. Reforçando o que já escrevera em agosto (estas são comunicações trimestrais), lembrou que persiste uma prioridade na gestão de conteúdos do YouTube: "Conseguir o equilíbrio correto entre abertura e responsabilidade."

A apresentação de Wojcicki possui o mérito de não escamotear os muitos e complexos problemas que têm sido suscitados pelo funcionamento das redes classificadas como "sociais". Afinal, pelo menos desde o escândalo Cambridge Analytica (com o Facebook a "ceder" informações de milhões de utilizadores, sem o seu consentimento expresso, para utilizações de propaganda política), desagregou-se o mito virginal da circulação de informação: tudo o que circula participa da nossa perceção do mundo.

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