Premium Velhos conhecidos e caras novas: radiografia da direita portuguesa

A direita portuguesa está em ebulição. Nascem partidos liderados por velhos conhecidos e novas caras tentam ganhar espaço apoiadas em siglas antigas. Movimentos morrem e movimentos nascem, como o 5.7, que lança hoje o seu manifesto. Estão em busca da bússola ideológica para não socialistas, ou querem tão-só voltar ao poder?

A geringonça mudou a política portuguesa e acabou a mudar a direita também. Outras forças além de PSD e CDS tentam abrir espaço - Aliança; Iniciativa Liberal e até o movimento Chega de André Ventura, que abraçou o PPM. Há também muita massa crítica a movimentar-se. Como se chegou aqui? E onde se quer chegar? A história é complexa e intrincada.

O golpe de asa de António Costa, que conseguiu aliar-se ao PCP e ao BE, foi xeque-mate à aliança PSD-CDS, que ficou em primeiro lugar nas legislativas de 2015. Passos ainda se aguentou, mas acabou por sair com a derrota nas autárquicas, deixando órfãos os liberais que o apoiavam. A vitória de Rui Rio contra Santana Lopes veio abrir ainda mais o fosso dentro do PSD. A ala liberal, encabeçada por Luís Montenegro, ainda tentou um regresso à liderança, mas saiu derrotada. Enquanto isso, Santana bateu com a porta e criou o Aliança, um projeto mais encostado à direita, capaz de marcar a diferença em relação ao partido onde militou 40 anos. O CDS, que assistia de bancada à fragmentação do antigo parceiro de coligação, tentava a afirmação política no espaço da direita. Assunção Cristas assumiu as rédeas da oposição, ou pelo menos tentou.

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