Não Desistas de Ti. Os alunos do profissional fazem bem em seguir para o superior?
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Não Desistas de Ti. Os alunos do profissional fazem bem em seguir para o superior?

Os exames nacionais inibem a maioria dos alunos do profissional de candidatar-se ao ensino superior, mas uma campanha com o apoio do governo quer inverter a situação. Para o presidente da Anespo, tal deve-se ao preconceito que ainda predomina sobre o profissional.

Não valia a pena esperar mais. Eduardo já há muito que sabia exatamente a profissão que queria seguir: informática. Viu no ensino profissional uma forma de adiantar esse sonho, mas a forma como está estruturado o sistema de ensino português tornou-lhe o caminho mais difícil do que para qualquer aluno do ensino científico-humanístico, o secundário regular. A história repete-se no percurso de milhares de jovens. Fruto do "preconceito" que existe em torno deste tipo de ensino e que "começou quando foi inserido de forma abrupta" nas escolas secundárias, alerta Joaquim Azevedo, investigador da Universidade Católica e membro do Conselho Nacional de Educação.

Preconceito que, diz Joaquim Azevedo, se reflete na campanha Não Desistas de Ti, criada pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), mas que é apoiada pelos ministérios da Educação e o do Ensino Superior. Uma iniciativa que visa a promoção do ingresso no ensino superior para estudantes dos cursos científico-humanísticos e profissionais. Algo que Joaquim Azevedo considera ser um sinal de desprezo perante a razão que levou à origem dos cursos profissionais: preparar jovens para o mercado de trabalho.

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