Exclusivo Quando os robôs ajudam a aprender Estudo do Meio e Matemática

Os robôs chegaram aos jardins-de-infância e salas de aula de todo o país. Seja no âmbito do projeto de robótica do Ministério da Educação, da iniciativa das autarquias ou de outros programas, já há dezenas de milhares de crianças a aprender os fundamentos básicos da programação e do pensamento computacional em Portugal.

"Olá. Sou o teu amigo DOC. Estou a ligar-me. Estou preparado para jogar contigo." Apresentações feitas, é altura de programar os robôs. Érica Polónio, de 10 anos, desenha no caderno uma sequência de setas para pôr o pequeno robô a dançar. "Pensava que ia ser muito difícil, mas afinal é fácil." Para que dois robôs dancem frente a frente, o colega fez a mesma sequência, mas com direções contrárias: quando um vai para a direita, o outro tem de ir para a esquerda. Criados os algoritmos, carregam nas setas que se encontram na "cabeça" - passos para a frente, para trás, para os lados - e os DOC dançam sobre a mesa (ainda que sem música), perante o entusiasmo de todos.

Érica está fascinada com o que o seu novo amigo de olhos azuis brilhantes e voz mecânica é capaz de fazer. "Achei muito fixe. Queria ter um em casa, mas não sei onde se compra e se o meu pai vai deixar", diz ao DN. Mais do que carregar nos botões, Sofia Pereira, 7 anos, quer abraçar o robô. "Vou receber um no aniversário, em outubro. Os meus pais vão oferecer-me." Na mesa do lado, o robô MIND dá as instruções aos rapazes: "Temos de alcançar o triângulo de cor amarela." E o professor complica: "Faz um quadrado com sete centímetros de lado." Primeiro têm de o desenhar no tablet, depois é o robô a fazê-lo.

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