Premium Quase três anos na lista de espera para uma consulta que deveria ser feita em cinco meses

Antes de fazerem a cirurgia, os doentes com obesidade têm de passar por uma série de consultas (endocrinologia, nutrição, psicologia), com tempos de espera que chegam aos 942 dias, quando o máximo previsto são 5 meses.

As listas de espera para a consulta normal de obesidade no Serviço Nacional de Saúde, que dará depois acesso à cirurgia, chegam quase aos três anos em alguns hospitais, quando está estipulado que o tempo máximo de resposta não pode exceder os cinco meses. O caso mais grave atinge os 942 dias de espera, segundo os dados disponíveis no portal do SNS atualizados no primeiro trimestre deste ano.

Antes da operação cirúrgica, os doentes têm de passar por consultas de endocrinologia, psicologia e nutrição para que seja feita uma avaliação multidisciplinar. "Estas consultas demoram meses a ser marcadas. No meu hospital [Curry Cabral, em Lisboa], se marcasse agora, a primeira consulta de avaliação seria no final de 2020 e depois terá de fazer um percurso de exames - o doente espera, por exemplo, nove meses por uma endoscopia. Às vezes para a segunda consulta terá de esperar outra vez entre sete e nove meses. Ou seja, um doente que entre hoje só terá a sua cirurgia em 2022", diz António Albuquerque, membro da direção da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade.

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