Mais de meia centena de concertos na Avenida da Liberdade

Vão ser mais de meia centena de concertos distribuídos ao longo do eixo da Avenida da Liberdade, em Lisboa, que durante dois dias volta a receber mais uma edição do Super Bock em Stock.

É já uma verdadeira tradição outonal na capital, este festival, que no ano passado voltou à denominação original, depois de várias edições enquanto Mexefest. E o que no início parecia uma excentricidade, com os concertos a decorrerem em simultâneo em diferentes locais, revelou-se um formato de sucesso, como se depreende pelas multidões que, desde 2008, tornaram a Avenida da Liberdade um local de peregrinação, com o público a deambular pelas muitas capelinhas do festival, em busca daquele concerto mesmo a não perder ou simplesmente a serem surpreendidos pela música de alguém de quem nunca ouviu falar.

Afinal, num cartaz com mais de cinquenta artistas distribuídos por 13 palcos de nove salas, há literalmente espaço para tudo e para todos. E como o mais difícil é mesmo escolher, aqui fica o roteiro possível deste Super Bock em Stock.

Cinema São Jorge

Como habitualmente, o São Jorge será um dos epicentros do Super Bock em Stock com a ação a dividir-se pelas duas salas deste espaço. São elas a Sala Manoel de Oliveira e a Sala 2, ambas reservadas para artistas ditos emergentes mas já conhecidos de um público mais atento, como é o caso da britânica Nilüfer Yanya, da canadiana Ghostly Kisses ou do português Niki Moss. Quanto a nomes consagrados, o destaque vai para os belgas Balthazar e para o americano de origem equatoriana Roberto Carlos Lange, mais conhecido como Helado Negro.

Teatro Tivoli

Uma das salas mais nobres da capital e por conseguinte também este festival, onde a cada edição atuam alguns dos principais cabeças-de-cartaz, como este ano mais uma vez acontece, com as atuações de dois cantautores que prometem encher a casa, o português Luís Severo, que se vai fazer acompanhar de alguns convidados, e o americano Josh Rouse.

Capitólio

Aqui, a ação divide-se por três diferentes espaços: o terraço, onde a dupla composta pelos radialistas Tiago Castro e Ricardo Mariano assume o papel de DJ para animar o fim da tarde, mas também os Bastidores e o Cine-Teatro, ambos reservados para as sonoridades mais urbanas do hip hop e da música eletrónica, como é o caso do português Cálculo ou do britânico Col3trane. Será também aqui que, ao longo dos dois dias de festival, será apresentada mais uma curadoria a cargo do programa de rádio Ciência Rítmica Avançada, da autoria de Rui Miguel Abreu, dedicada aos novos valores do hip hop nacional - Amaura, Bambino e Keso são alguns dos nomes presentes.

Maxime

O restaurante-bar do antigo cabaret, entretanto transformado num luxuoso hotel, vai receber algumas das propostas mais fora da caixa do cartaz deste ano, como o português marinho, os ingleses Loyal, o cabo-verdiano Alfredo Costa ou o veterano cantor angolano Vum Vum, que promete aquecer a noite ao ritmo do Semba e do Kilapanga.

Estação Ferroviária do Rossio

Um dos palcos mais bonitos do festival e também um dos mais concorridos, que mais uma vez recebe as propostas mais roqueiras do cartaz, entre as quais se destacam os suecos Viagra Boys, os alemães Meute ou os portugueses Ganso e Baleia, Baleia, Baleia.

Garagem da EPAL

A programação deste espaço estará neste ano a cargo dos Capitão Fausto e The Legendary Tigerman, que escolheram, respetivamente, Rapaz Ego e Zarco e ainda Club Makumba e Angélica Salvi.

Coliseu dos Recreios

A principal sala de espetáculos da capital volta a ser o local reservado para os principais cabeças-de-cartaz do festival, um estatuto este ano repartido entre o inglês Michael Kiwanuka, o americano Curtis Harding, e o português Slow J, que editou recentemente o aclamado segundo disco de originais, You Are Forgiven. Neste ano a música estende-se também à zona do bar, que vai receber as atuações de Mar & Sol e de Stckman.

Casa do Alentejo

Outro clássico deste roteiro musical, onde sempre se acotovela uma verdadeira multidão, tanto pela música como pela beleza e originalidade da arquitetura do espaço, de inspiração árabe. Quanto aos concertos, o do canadiano Orville Peck promete ser um dos momentos altos da edição deste ano.

Palácio da Independência

O antigo palácio do século XV, onde se reuniram os conjurados que conduziram à Restauração da Independência de Portugal, em 1640, volta a receber uma verdadeira seleção de esperanças da nova música portuguesa, na qual já sobressaem nomes como Bruno de Seda ou Light Gun Fire. Será igualmente neste espaço, em tempos habitado pelo escritor Almeida Garrett, que também atuará a americana Marissa Nadler, outro nome em destaque no cartaz deste ano.

Super Bock em Stock

Avenida da Liberdade, Lisboa. 22 e 23 de novembro, sexta e sábado, 18.00. €45 (passe)

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