A montagem do arraial na Praça do Comércio começa quase com uma semana de antecedência.
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"O arraial agora é um monstro". Direitos LGBT estão cada vez mais à vista de todos

A maior festa da comunidade LGBT regressa neste sábado ao Terreiro do Paço, em Lisboa, 23 anos depois da primeira edição do Arraial Pride no jardim do Príncipe Real. São 12 horas de concertos, uma arruada e atividades para todas as idades.

"É a praça mais importante da cidade. Tem um simbolismo especial em termos de ocupação de espaço público, de visibilidade para as questões LBGT e está próximo de locais de poder - ministérios e câmara municipal." Marta Ramos, diretora executiva da associação ILGA, não tem dúvidas sobre a importância de trazer para o Terreiro do Paço o Arraial Pride. Não se chama assim à toa. Pride quer dizer orgulho, em inglês. E é assim, nesta noite, já há 23 anos: um arraial onde a comunidade LGBT se mostra, expressa, e, dessa forma, se integra.

"É uma catarse", resume Marta. "E para quem está no público é um momento de enorme liberdade. É a possibilidade de se estar onde se quer - na rua - sem ninguém a olhar. Aqui somos todos iguais", diz a diretora da ILGA. "É muito diferente trabalhar para o homem do que trabalhar para uma causa", confirma a produtora, Maria Ravasco, que, durante o ano, é responsável por muitos outros eventos com objetivos diferentes.

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