Premium Alojamento local: A nova lei que não contenta ninguém 

Aprovada na quarta-feira, a alteração ao regime de alojamento local suscita críticas de todos os lados, inclusive do presidente da Câmara de Lisboa. Pode ser sinal de virtude. Ou não.

Foi há dois anos, numa reunião de condomínio, que Isabel, 49 anos, percebeu que ela e uma arrendatária muito idosa eram as últimas residentes no edifício: todas as outras frações, à exceção das lojas no rés-do-chão, eram já alojamento local (AL). E desde que a arrendatária morreu, há meses, ficou só Isabel - o apartamento onde vivia a outra senhora já fora vendido, com ela lá dentro, e vai ser também um AL.

O prédio onde vive Isabel, na antiga freguesia de São Paulo, hoje Misericórdia, é uma espécie de fábula das transformações recentes no centro de Lisboa. Quando comprou o apartamento, em 1998, por 91 mil euros (mais 40 mil de obras), a uma família que se ia mudar, os vizinhos dos outros nove eram antigos moradores, alguns bastante idosos. "A maioria pagava rendas muito baixas mas havia já alguns proprietários."

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