Premium "A independência da Catalunha já não será no meu tempo"

São cem os escritores presentes no encontro literário da Póvoa de Varzim, 20 dos quais da vizinha Espanha. Entre eles estão vários da Catalunha, que enviou uma delegação em grande para forçar a entrada no mercado editorial português.

O feriado do padroeiro de Barcelona, Sant Jordi, é o grande dia para os escritores, livreiros e editores da Catalunha. Nesse 23 de abril, os homens oferecem rosas às mulheres e elas, em troca, livros, ou seja, vende-se um milhão e meio de exemplares de todos os géneros literários graças ao santo. Mas, fora desse dia surreal, a realidade é bastante diferente e os autores catalães veem o seu mercado muito restringido em número de vendas devido à língua em que escrevem e que cria uma barreira à difusão de uma literatura mito viva.

O principal bloqueio à difusão da literatura catalã são os editores de Madrid, porque recusam a maioria das novidades idas da Catalunha e poucas são as traduções que publicam. Uma situação que agora, após as lutas independentistas, tornou-se ainda maior. Quem o diz são os autores que nesta semana estão na 21.ª edição do maior encontro literário português, o Correntes d'Escritas, na Póvoa de Varzim, onde uma delegação de escritores catalães e elementos do Institut Ramon Llull "acampou" para furar o bloqueio castelhano aos seus livros.

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