Premium Nacionalismo hindu deixa Índia à beira do conflito religioso

A nova lei da nacionalidade e o registo dos cidadãos são os mais recentes pomos de discórdia, a juntar a outros temas quentes como Caxemira e o templo hindu que vai nascer no lugar de uma mesquita.

Um sismo de magnitude 6.1 na escala de Richter abalou Caxemira na sexta-feira. O abalo não terá causado vítimas, ao contrário das manifestações que causaram seis mortos no mesmo dia e da revolta que tem sacudido parte do país. Os muçulmanos queixam-se do crescente nacionalismo hindu - do qual o primeiro-ministro, Narendra Modi, é o maior representante - em detrimento dos seus direitos, quer na disputada Caxemira quer no resto do país devido à lei da cidadania.

Seis meses após a sua reeleição, Modi e o seu partido, Bharatiya Janata (BJP), cumpriram as promessas da campanha de retirar a autonomia a Caxemira e a Jammu e em construir um templo hindu em Ayodhya, no estado de Uttar Pradesh, onde antes existiu uma mesquita. Longe vão os tempos em que o BJP apelava a outros eleitores. Por exemplo, em 2002, o partido apoiou a candidatura à presidência do cientista nuclear Abdul Kalam, muçulmano. Agora os opositores do BJP temem uma deriva à conta de um projeto de supremacia hindu.

Ler mais

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG