Premium Corrupção e racismo são os temas dominantes da desinformação antes das eleições

As páginas mais populares no Facebook, em Portugal, têm mais de 1,3 milhões de fãs e publicam fake news que depois são distribuídas por grupos que reúnem mais de 700 mil utilizadores.

Foi uma polémica pública importante no último mês. O chamado "museu Salazar" motivou uma petição, um debate entre historiadores e a habitual polarização de comentários prós e contra nestas situações. A Comissão Permanente do Parlamento, na única sessão realizada entre as férias e as eleições legislativas do próximo dia 6 de outubro, decidiu votar contra a criação do museu (com PS, BE, PCP e PEV a votarem nesse sentido, e a abstenção de PSD e CDS). Mas, longe dos olhares do debate público aberto, o assunto também foi levantado, de outra forma.

A mentira mais difundida nos últimos dias no Facebook, em Portugal (mais de 1,6 mil gostos, 888 comentários e 726 partilhas) foi publicada no dia 11 de setembro, à tarde, por um utilizador que assina como José Manuel, num dos grupos mais populares da rede social, o célebre "grupo de apoio ao juiz Carlos Alexandre", que tem mais de 100 mil membros. Diz assim: "Querem apagar a história, que canalhas! Então derrubem a ponte Dr. Oliveira Salazar, derrubem o hospital Santa Maria, Dona Estefânia, São Francisco Xavier, Egas Moniz, IPO, da Cruz Vermelha e outros. Derrubem a fundação Gulbenquia. Arranquem todas as escolas industriais que ainda existe como Secundária. Não queriam porque não deixavam os canalhas deixavam mamar" (citação exata da mensagem).

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Bolas de aço, berlindes, fisgas e ácido. Jovens lançaram o caos na Catalunha

Eram jovens, alguns quase adultos, outros mais adolescentes, deixaram a Catalunha em estado de sítio. Segundo a polícia, atuaram organizadamente e estavam bem treinados. José Manuel Anes, especialista português em segurança e criminalidade, acredita que pertenciam aos grupos anarquistas que têm como causa "a destruição e o caos" e não a luta independentista.