Premium Beijo roubado em 1945 é #MeToo? Irene Flunser Pimentel e Maria Filomena Mónica dizem que não

Estátua que representa o beijo de George Mendonsa foi grafitada com um #MeToo. Maria Filomena Mónica e Irene Flunser Pimentel explicam por que razão não se pode misturar um gesto de 1945 com um movimento do século XXI.

Um marinheiro beija em Nova Iorque em 1945 uma enfermeira desconhecida celebrando a vitória dos Aliados na II Guerra Mundial e o gesto é imortalizado numa fotografia que fez capa da Life. O luso-americano George Mendonsa, o protagonista, morreu no domingo, aos 95 anos. Um dia depois o debate estava lançado: aquele beijo seria hoje considerado um ato abusivo?

"Hoje, esta foto icónica podia ser considerada abuso", escreveu Monica Hesse, colunista do jornal The Washington Post, citando as opiniões que lhe foram chegando via Facebook e Twitter. Acrescenta: houve indignação ao estilo "isto não é o mundo a ficar louco?" e, do outro lado da barricada, perguntas do género "como se atrevem a homenagear este homem?" ou "tirem a estátua".

Depois das redes sociais, a conversa partiu para a rua. Na Florida, uma estátua do famoso beijo foi grafitada com a palavra #MeToo.

A pintura, cor-de-rosa, foi "do tornozelo ao joelho", precisou em comunicado a polícia de Sarasota, a cidade dos eventos. Terá sido feita na tarde de segunda-feira, de acordo com a mesma fonte, um dia depois da morte de George Mendonsa.

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