Premium Marroquinos. SIS admite risco de nova rota para redes criminosas

Uma avaliação das secretas ao desembarque ilegal de migrantes marroquinos no Algarve refere que o acolhimento dado em Portugal pode ser atrativo para redes de imigração ilegal. E há suspeita de que, pelo menos, outros quatro jovens que viajaram no mesmo barco, fugiram

O Serviço de Informações de Segurança (SIS) enviou nesta semana a todas as forças policiais e aos ministérios da Justiça e da Administração Interna uma avaliação das ameaças e riscos que podem resultar do caso de desembarque ilegal dos oito jovens marroquinos, no passado dia 11 de dezembro, na praia de Monte Gordo. A investigação em curso suspeita de que, pelo menos, outras quatro pessoas viajaram na embarcação, mas que terão conseguido fugir antes da chegada da Polícia Marítima.

Para as secretas, o acolhimento proporcionado a estes migrantes pode ser um fator de atração para as redes criminosas de imigração ilegal que operam naquela região do norte de África. Os jovens, que disseram ter entre 16 e 20 anos, não foram detidos nem presentes a tribunal, como é a norma em casos de imigrantes ilegais - recorde-se os casos dos argelinos e marroquinos que tentaram fugas em trânsito no aeroporto de Lisboa. Os oito estão em regime aberto, a aguardar a resposta ao pedido de asilo que lhes terá sido sugerido pelo próprio SEF, com o apoio do Centro Português para os Refugiados (CPR), que lhes proporciona alojamento num hostel e apoio financeiro.

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