Premium Como o Facebook fez "chantagem" para não haver regulação europeia

Vários membros do grupo de alto nível que trabalharam no "código de conduta" sobre desinformação revelam-nos como as grandes plataformas apenas pretenderam "ganhar tempo" e impedir que houvesse regulação europeia sobre o negócio da publicidade online.

Monique Goyens tem 60 anos e é a diretora-geral da Organização Europeia de Consumidores (OEC), estrutura que junta 43 associações nacionais. Numa pausa para café, de uma das longas reuniões dos 39 peritos, nomeados pela Comissão Europeia, do grupo de alto nível que estudava a resposta a dar às fake news na Europa, Monique abordou o responsável do Facebook, Richard Allan.

Allan é o diretor de políticas europeias do Facebook, tendo a responsabilidade de coordenar o lóbi europeu da empresa, mas tem um longo currículo político. Foi deputado dos liberais-democratas e é, desde 2010, um par do reino na Câmara dos Lordes. Trabalha, no Facebook, com o seu companheiro de partido Nick Clegg, que é vice-presidente para os assuntos globais.

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EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.